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10 de março de 2010
Indústria de bebidas está atrás de latinhas

Para atender ao aumento no consumo, setor avalia importar embalagens
A combinação entre consumo aquecido e investimentos congelados dos fabricantes de latas de alumínio resultou na escassez da embalagem considerada a mais prática para refrigerantes e cervejas. A incapacidade dos fornecedores em atender a demanda, que tende a crescer ainda mais pelo impulso da Copa do Mundo, leva o setor a avaliar a possibilidade de importação para saciar a sede do mercado.
Na envasadora Vonpar, somente a carro-chefe Coca-Cola e cervejas chegarão aos postos de venda em latas. Os demais produtos, inclusive as versões Zero e Light de Coca-Cola, só serão vendidos em garrafas pet.
A novidade teria sido informada a supermercados e distribuidores de bebidas, com a justificativa de que as fabricantes de latinhas não estão conseguindo atender à demanda nacional. Em alguns estabelecimentos do Estado, começam a faltar latas de algumas marcas de refrigerante.
Negociações para baixar a tarifa de importação
Conforme o diretor executivo da Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), Renault Castro, prevendo que os efeitos da crise mundial perdurariam, as três indústrias de latas de existentes no país diminuíram o ritmo da produção e os investimentos em 2009. Mas o forte calor do verão aumentou de maneira supreendente o consumo de bebidas em lata.
Para resolver o gargalo, Castro estima que seria necessário comprar de outros países até 1,5 bilhão de unidades, o equivalente a cerca de 40 dias de consumo. O setor negocia com o Ministério da Fazenda a redução da tarifa de importação do produto de 16% para zero. "Só em janeiro, a venda de latas foi 26% superior ao mesmo mês de 2009. Hoje, a demanda é maior do que a oferta", reconhece Castro, acrescentando que, nos últimos quatro anos, as vendas cresceram 10% em média.
O debate também envolve a indústria de bebidas, que busca em outras embalagens a saída para continuar envasando. O secretário executivo da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir), Paulo Mozart, entende ser interesse do governo resolver a questão. Por um motivo simples:
- O setor de bebidas tem uma das mais altas contribuições tributárias.



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